quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Dia e a Noite...



O Dia passa ligeiro, é homem vida primeira,

Que rasga, rompe caminhos

Que na tarde derradeira, faz a noite acontecer...




A mulher, parte do homem

É noite que vem depois

Que chega prá completar

Esta obra que DEUS fez...




É mulher que vem depois

Mas não pode nos faltar

Se faltar, sufoca o peito

E como a noite que é

Nos conforta e dá carinho

Prá depois de tanto amor

Ver o dia renascer...




Noite, mulher de aconchego

Que dá repouso e carinho

É o morrer de cada dia

Que não existe sozinho...

Ao se completar no homem

Que é dia, amanhecer...

Essa sua linda estória

Noite e dia acontecer...




Dia e noite vão passando

Tudo vai acontecendo...

A vida lhes faz a soma

Para o acerto de contas...

E nesse acerto final

Cada um pague sua parte

Com o peso da justiça

Que na vida conquistou

Prá quando d'aqui partir...

Sem ver o dia acontecer

Quem sabe onde estará...

Outro lindo amanhecer...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

De adeus em adeus vou vivendo...


Uns chegam, outros vão...
Vazio coração...,
PÁRA..., NÃO ABALA !
Não cansa solidão..., não cansa ?
Me deixe..., me deixe sentir o chão...

Porque partida..., ida, despedida sentida..., porque ?
Então NÃO deixe chegar..., se apossar, dominar meu coração...,
CONQUISTAR..., MORAR !, SEM PODER FICAR...,
SE NÃO DURAR..., DEIXE NÃO...
DEIXE NÃO, e deixe que se vão...

Afasta então..., meu amor, o querer...
Anula a razão do meu ser..., O AMOR
Porque mata-me aos poucos... ?
E transforma em sufoco
Este pobre coração...?

Se é tão bom o amor...
Porque maltrata..., faz sofrer ?,
Se depois de acontecer...,
Não permite que se dure e,
Afasta quem se amou..., e doou,
Totalmente se entregou...

Tudo muda o tempo todo, tudo passa,
Onde estão tantos amigos...,
Tantos amores vividos..., que sentido isto tem... ?
Se afastem..., não quero mais
Se não posso segurar..., controlar,
SUPORTAR..., AH!, NÃO POSSO NÃO...

Prá cada chegada..., outro adeus.
Até que um dia enfim,
Inevitável..., ele venha,
Definitivo..., calado..., chorado,
O derradeiro adeus...


A distância nos faz entender o valor de um grande amor..., pena não percebermos este amor, antes que se vá...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

DIA... ( 13/02/2009 ).

És especial, embora pouco dure,logo se vai...
Abandona-me, me afasta do teu fascínio ao morrer...
Para o conforto aconchegante que ressurge...
Do seu oposto que em fascínio é tão igual...
Ao conforto do fascínio derradeiro então me entregas
Prá retornar em pouco tempo, a renascer...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

TÃO SÓ...

Querer buscar o infinito e não poder
Ou até algo que precise encontrar
Alguém, talvez "um ter",
Até sonhar...
Motivos prá sobreviver..., quem sabe ?
Rasgar o peito de vontade,
E não poder...,
Então simplesmente chorar...

Um ombro distante, um amigo no passado,
Aqui presente, de presente.., áh que bom !,
E, que falta faz..., um amigo...
Um caminho obscuro..., sem saída,
Àh que falta faz..., uma saída, um ombro para recostar...
Chorar..., chorar..., e chorar...

Uma saída quem sabe..., um presente,
Mas apenas o vazio..., encontrar.
Vou vivendo, procurando..., mas não acho...
MEU DEUS !, EU NÃO ACHO...,
ESTOU SÓ... CADÊ VOCÊ...,
MEUS AMIGOS ONDE ESTÃO..., CADE VOCÊS... ?
Meus amigos, não se lembram mais de mim...
Não tenho ajuda, ninguém vem me dar a mão...

Por caminhos inseguros, então eu vou,
Não sei onde encontrar e nem o quê...
Procurar se tão perdido eu me encontro,
Mas procuro..., e procuro..., só procuro...
Nem sei mais se o que procuro eu já tive,
E deixei que escapasse entre as mãos...
Se já tive, e escapou por entre as mãos...
O valor que merecia, eu não dei,

Sigo agora triste e só este caminho
Sem saber direcionar os passos meus...
E vou seguindo sem saber a direção,
Nesta dúvida que sufoca o meu peito...,
Se foram certos os caminhos que passei,
E quais caminhos escolher dos que virão...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

TENHO QUE GRITAR...

EU ME DOEI À VOCÊ
MAS, TIVE QUE GRITAR...
DEVERIA APENAS FALAR...

EU ME DOEI À VOCÊ
MAS, TIVE QUE GRITAR
VOCÊ NÃO QUERIA OUVIR
TIVE QUE GRITAR TODO O MEU AMOR...,
DEVERIA APENAS FALAR...

INSISTÍ...,
EM ME DOAR À VOCÊ,
TE CANSEI, MAS...,
ME DOEI A VOCÊ E...,
VOCÊ NÃO QUERIA OUVIR...

GRITEI MAIS UMA, E OUTRA,
E..., MAIS OUTRA VEZ
DEVERIA APENAS FALAR...

OBRIGADO MEU DEUS
POR MAIS UMA, OUTRA,
E MAIS QUANTAS VEZES FOR PRECISO...,
EU ME DOAR À VOCÊ...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pelos meus delírios..., morrer !

Aprendi que não podemos nos pertencer quando me distanciei de ti...
Aprendi que quando estamos juntos, não nos permitimos amar e...,
Nos maltratamos em palavras mal faladas..., mal pensadas que aos poucos nos afasta...

Somos assim, eu e você, de amores sentidos e palavras incompreendidas..., somos assim.

Se agora na distância, meu pensamento é você, todo momento é você...
Que amor é esse que me consome e aos poucos vai me deixando sem vida...
Nos maltrata em tanta dor de sentimentos contidos, sofridos, desentendidos ou
Sei lá o quê de paixão... ?, sei lá o quê de nós dois...
Tão difícil de entender, nos atrai e quando juntos..., separa-nos novamente...

Quero amar-te na distância e, se assim a vida impõe
Mesmo que sofra meus dias, na distância vou amar-te...
Sentir-te em meu pensamento quero, nas ondas suaves de ti, eu navego solitário...
Quero estar, áh como quero !, mesmo que em pensamento, contigo quero estar sempre,
Navegar no seu mar..., na sua correnteza perfeita, para recostar entre seios e,
Como em pedras repousantes descansar...
Delírios meus..., navegar-te em sonhos
Beleza sua, voar..., em brancas nuvens voar,
Calar, sentir me em seu colo suave... e nesta distância, morrer.

E ainda assim quero que viva..., sempre viva na distância,
Para que onde eu estiver..., te ame ainda mais, e te sinta feliz...,
Para que sejas feliz, e que aquelas palavras não mais nos maltratem... e,
Não destruam este eterno AMOR !.

O Menino e sua busca...

O sol batia na copa das árvores que davam sombra àquele menino na beira do riacho e refletia em raios brilhantes no horizonte...
Ainda era manhã, e para Marcos, mais um dia de sonhos, que atormentado em seus pensamentos desacertados de alguma busca, um querer distante..., com seu olhar sem rumo, em direção ao infinito..., mãozinhas pequeninas que tocando n’água, formavam círculos como redemoinhos crescentes e circulares que se distanciavam corredeira abaixo...
Como de costume, ao longe, na pequena trilha que descia de encontro ao riacho, ouvia-se um grito sofrido, quase que ofegante chamando pelo filho, sua mãe..., sofrida mulher de fibra que anos a fio e muito só, após a morte do marido e fiel companheiro, teve que seguir em frente na luta árdua e sofrida de seus sustentos em suas plantações e colheitas diárias...
Marcos como sempre estremecia ao chamado e, como se despertasse de um sonho profundo, recolhia as vasilhas d’água presas nas extremidades e ligadas por um pequeno galho de árvore que apoiado ao seu ombro, era erguido ainda com algum sacrifício, pelo peso e balançar das vasilhas d’água, apesar desta rotina que já deixava leves marcas em seus ombros..., pois ao cansaço da caminhada, mudava vez ou outra de ombro..., nem tanto pela distância, pequena que era..., mas, pela trilha esburacada e escorregadia que ficava nos tempos chuvosos... e, que ia deixando pequenas marcas doloridas em seu ombro, pelo ralar do tronco que carregava...
Não, não estava cumprida a tarefa, pois seus dois irmãos de tão pequenos que eram, não poderiam mesmo que quisessem ajudá-lo.
Não se surpreenderiam as paredes daquele sapé..., se ora ou outra testemunhassem o choro solitário e sofrido, embora silencioso daquela mulher..., ao ver a dor dos filhos diante de tanta miséria e sofrimentos apesar da pouca idade que tinham...
Ao ver seu filho Marcos após deixar as vasilhas d’água na porta, se afastar pára recolher os poucos ovos que eventualmente sobravam do ataque de cobras, lagartos e outros animais que durante a noite rondavam por ali..., seus olhos brilhavam deixando deslizar pequenas gôtas de lágrimas do sentimento e da dor que aquela paisagem mostrava...
E assim dias e noites passavam..., com raros momentos de risos e felicidades.
Naquela família, felicidade se resumia em pequenas imagens, nas paisagens das matas que ao som e molhar da chuva bailavam diante dos seus olhares, como que ofertados gratuitamente pela natureza em agradecimento aos seus convívios..., no relacionamento com pequenos animais que já habituados a vida ao redor daquela cabana, como que domesticados pela própria proximidade daquelas pessoas em seu meio...
Mas, como na vida as coisas mudam e nos mudam também...
Um dia, como aquele que seria simplesmente, mais um dia qualquer..., após almoçar com seus irmãos e sua mãe, tendo que buscar água, Marcos se dirigiu ao riacho, mas..., pensativo, abandonou ao lado as vasilhas que estavam por encher..., e em seu pequeno entendimento, resolveu seguir as corredeiras do riacho abaixo..., caminhou por algum tempo, e ao avistar uma pequena gruta ao lado do riacho, parou prá descansar... e dormiu.
Marcos ao adormecer, não se deu conta do passar das horas..., acordou e quando resolveu voltar, já estava escurecendo.
Marcos achou que não seria seguro voltar naquela escuridão que se aproximava, e seria melhor passar a noite naquele abrigo..., sendo assim, deveria procurar algo para comer e também para se aquecer. Após recolher alguns gravetos e algumas frutas ao redor da gruta, Marcos comeu e apesar do frio, fez uma pequena cama com os gravetos e folhas que havia recolhido e nela se deitou...
Lá fora a escuridão tomou conta, a entrada da gruta, Marcos fechou com pequenos troncos e galhos para se proteger, permitindo passar apenas os sons dos pássaros e urros dos animais...
Ao mesmo tempo se acumulavam dores de espera e dúvida, distante alguns quilômetros, lá em sua casa...
Sua mãe que ao entardecer já havia saído em busca do filho, retornando sem uma resposta ao seu desespero..., chora desesperadamente em sua dor, mas, já vencida pelo cansaço do seu dia, adormece ao lado dos dois filhos menores...
Na gruta, pensamentos invadem e enchem de dúvidas aquele pequeno Marcos...
Prá onde foi meu pai ?, ele vai voltar ?
E minha mãe, vai embora também ?, e meus irmãos?, e eu ?
Onde estão as pessoas?, como elas vivem?, melhor que eu ?, pior que eu ?
Prá onde estou indo?, procurando o quê?
E em sua dúvida e cansaço acaba adormecendo...
_Marcos, você está aí ?, pode me ouvir ?, então escute bem o que vou dizer...
Existe um lugar, sempre existirá um lugar..., para alguém morar.
Este lugar será deste alguém, no tempo certo ele será..., deste alguém e não de outro, espere e verá !, o seu lugar estará lá...
Como este lugar aqui, nesta gruta estava a te esperar e não a outro..., sabia que viria, aqui você teria sua resposta, embora vaga, mas, seria o início de uma nova etapa em sua vida, uma nova maneira de viver prá você...
Marcos desperta pensativo mas, agora restava uma dúvida..., foi um sonho?, ou alguém lhe falou ? .
Já era manhã e Marcos levanta-se e se dirige ao riacho, sabia de agora em diante os passos que seguramente seguiria...
Voltando para casa, seu semblante era seguro e sereno, pareciam morrer dentro de si, muitas dúvidas, seus pensamentos agora transmitiam segurança em sua nova busca, seu novo querer..., a felicidade estava a um passo...
E, de repente ao levantar seu olhar..., maravilhado, encantado, mas curioso..., Marcos vê ao lado do riacho, sua mãe, com seus irmãos a sua espera e indaga...
_Mãe, como sabia que chegaria aqui, agora...?
Sua mãe responde...
_Filho, hoje antes de amanhecer, antes até que eu acordasse..., um Anjo me apareceu e contou o que disse para um garoto..., que ele encontraria seu lugar no tempo certo e este lugar jamais lhe seria tomado..., e me avisou que fosse até o riacho receber este bom menino...
Por isso meu filho e bom menino, esperei você neste riacho, porque sei que seu lugar hoje é aqui...
Marcos passou a viver cada dia de sua vida, mais feliz, pensando no amanhã sim, mas sem o tormento da busca incessante de um espaço que ainda está pra acontecer...
Sua busca levou ao Anjo e, Ele está presente em sua vida a cada momento..., Marcos com sua família constroem cada dia buscando a felicidade nas coisas pequenas e simples que Deus lhes proporciona, não há mais busca em seus pensamentos, suas tristezas deram lugar ao entendimento, ele sabe que seu lugar estará lá..., a sua espera, no devido tempo.